23 Julho 2015      10:05

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UM POUCO DO MUNDO EM ÉVORA

A mobilidade internacional é um tema com uma importância fulcral no mundo em que vivemos, levando ao desenvolvimento de conhecimentos e competências nas pessoas que a praticam nas mais variadas experiências.

Se reflectirmos sobre esta temática, sobretudo nos programas virados para a mobilidade dos jovens, facilmente podemos perceber as mais-valias que se podem adquirir e vivenciar, desde a postura em relação ao outro, a diversidade cultural, as diferentes sensibilidades religiosas e a discriminação positiva que toda esta experiência pode ter no desenvolvimento do participante.

O projecto que actualmente coordeno – Make Your Mundus – vem neste seguimento, transmitindo a Évora um pouco do Mundo, uma vez que se consubstancia num Campo de Trabalho Internacional (CTI) com 17 jovens provenientes de todo o globo, tendo a oportunidade de realizar actividades como limpeza ambiental, sensibilização e intervenção nas piscinas municipais para alcançar os jovens da nossa cidade, produzindo um impacto bastante positivo na comunidade e, ao mesmo tempo, proporcionando uma partilha e integração de uma panóplia impressionante de códigos de personalidade, culturais, gastronómicos e religiosos entre os participantes portugueses e estrangeiros (a imagem da crónica é exemplo disso e traduz-se num mapa mundo visto da perspectiva asiática exibido por um jovem Sul Coreano).

Além do CTI, importa referir outro projecto desenvolvido pela Mundus Intercultural ONGD, associação que tenho a satisfação de presidir e que tem apostado em projectos como o Try it Out, onde foi realizado um seminário de divulgação sobre a mobilidade jovem internacional sobre programas específicos para o efeito, envolvendo portugueses, espanhóis e africanos.

Como já transmiti noutras crónicas, Portugal tem uma participação diminuta neste tipo de programas de mobilidade, especialmente na região Alentejo, sendo por isso de extrema importância sensibilizar os jovens a ter uma experiência internacional para a partilha de conhecimentos, aprendizagem a vários níveis, desenvolvimento de competências linguísticas, realização de trabalho voluntário com impacto na comunidade, facilidade de integração e criação de mais-valias que podem ser um factor de valorização positiva no mercado de trabalho.

Espero que os jovens alentejanos olhem para este exemplo e ponderem aventurar-se num programa de mobilidade internacional, sendo sem dúvida uma experiência bastante frutífera compensadora no presente e no futuro. 

Imagem daqui.

 

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