2 Junho 2015      16:34

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UM OLHAR PARA O PASSADO!

A luz é a campeã universal da velocidade sendo o "transporte" mais rápido de informação que se conhece.

 
Figura 1 – Exemplos de algumas velocidades.
 

No entanto, quando nos referimos às distâncias que essa mesma luz, que é proveniente de uma dada estrela, tem de percorrer pelo espaço fora até atingir a Terra, nem o facto de ser rápida impossibilita um "atraso" na informação que contém.

Para percebermos como esta informação é "retardada", vejamos o seguinte exemplo: Quando ligamos um candeeiro em casa, "faz-se" instantaneamente luz, pelo que a informação (luz) é imediata para o observador (nós). Contudo, se colocarmos esse mesmo candeeiro no local onde se encontra o Sol (a uma distância de cento cinquenta milhões de quilómetros da Terra), o efeito já não é instantâneo para nós (habitantes na Terra), e só passado algum tempo (aproximadamente 8 minutos depois) é que poderíamos começar a ler este artigo, caso necessitássemos dessa luz!

Figura 2 - A luz do Sol demora cerca de oito minutos a chegar à Terra. Por exemplo, a luz proveniente de um candeeiro nas nossas imediações é imediata! 

 

Assim, e devido à grande distância a que o candeeiro se encontra (localizado na posição onde está o sol), e que a luz tem de viajar, quando essa luz chega à Terra, já o candeeiro está ligado há mais de oito minutos, com a informação atrasada em oito minutos! – o preço a pagar pelas distâncias gigantescas do nosso Universo (estamos a ver a luz do candeeiro emitida oito minutos depois e deste modo a observar o passado do candeeiro).

 

Suponhamos agora que a lâmpada do candeeiro se fundia no instante em que o primeiro raio luminoso atingia a Terra. Só oito minutos depois da lâmpada se ter fundido, é que deixaríamos de receber luz, porque no instante em que o último raio luminoso deixou a lâmpada, antes da mesma se fundir, a luz ainda tinha de percorrer a distância que nos separa até nos trazer essa informação - «a lâmpada estar fundida».    

Com as estrelas acontece precisamente o mesmo, pelo que quando a noite cai, e nos oferece o esplendor que todos conhecemos, estamos a olhar para “pontinhos luminosos” que representam as estrelas que eram há alguns anos ou até mesmo milhares de anos (estamos a olhar para o passado), uma vez que no nosso presente, essas estrelas podem já não existir, tal como aconteceu com o candeeiro deste artigo que quando se fundiu não representou um acontecimento instantâneo para os habitantes na Terra!

 

Figura 3 - As estrelas que observamos numa noite estrelada, podem ou não existir no presente! A explicação prende-se ao facto da distância a que se encontram de nós e o «tempo» que é necessário para que a luz dessas estrelas até atinjam a Terra.

 

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