20 Outubro 2015      14:07

Está aqui

E UMA AÇORDA DE BICHO?

Com o aumento da população mundial, excepto aqui para estes lados, a pressão sobre os recursos naturais aumenta e as necessidades de alimentar tanta gente crescem. E por isso os insectos, dada a sua abundância, parecem tornar-se solução apelativa para alimentar a humanidade e dar resposta aos desafios ambientais. Segundo a edição de hoje do jornal I, a Europa está cautelosa e aguarda novos estudos antes de nos colocar na mesa, larvas, gafanhotos ou grilos.

Enquanto não encontramos estas iguarias nos supermercados o produto vai-se desenvolvendo. É o exemplo de Susana Soares, designer portuguesa, que lançou em 2011 o conceito Insects au Gratin, mas ainda não está nada à venda.

E o que é o Insects au Gratin?

O projecto cuja tradução literal é Projecto Insetos Gratinados, partiu de uma questão base levantada por Vicent Holt em 1885 e que foi: porque não comer insetos? Ideia que transformou em manifesto, obviamente rejeitado pela inglaterra vitoriana. A entomofagia não era hábito que fosse apelativo então e o mais simpático que se encontrou para a descrever foi tratá-la de excêntrica.

O que é certo é que os insectos já são servidos em muitos lugares do planeta e há tempo suficiente para despistarem qualquer dúvida em relação ao seu impacto na saúde humana. Mas como defendeu Holt, "os insectos alimentam-se de produtos hortícolas, limpos, saborosos e, por isso, parecem ter mais cuidado com a sua própria alimentaçao que nós, humanos. Holt defendeu ainda que os insectos são extremamente eficientes na transformação de vegetação em proteína comestivel. Para dar um exemplo, 100kg de ração produzem 40kg de grilos, mas apenas 10kg de carne de bovino.

Não estamos a ver o leitor salivar com grilos mas e se não for vegetariano, já reagirá de forma diferente a um bife de vaca. Vai daí que Susana Soares, uma designer, sensível por isso ao apelo da imagem, resolveu desenvolver novas formas de transformar insetos em algo que não cause repugnância ao mais sofisticado comedor.

Como funciona?

Os insetos comestíveis são secos e moídos até ficarem em pó. Depois esta sugestiva farinha é misturada com manteiga, creme de queijo, água e, entre outras coisas, com aromatizantes. Depois e com uma impressora 3D esta pasta é projetada em formas interessantes, capazes de serem comidas como snacks ou cozinhadas.

Está com curiosidade? Então saiba mais aqui.

Imagem de capa daqui.

 

CAPTCHA
Image CAPTCHA
Escreva o caracteres que vê na imagem do lado direito.