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DAS PRAIAS DE ANTIGAMENTE

Não vos quero falar das praias do nosso Alentejo que, na década de 70, assistiram a uma chegada massiva de turistas, nacionais e estrangeiros (os tais do “pé descalço”) que revestiam, com pequenas tendas, os nossos campos dunares.

Não vos falarei tampouco das praias alentejanas que, em meados do séc. XX, depois de invernarem, solitariamente, com o mar e o vento eram ocupadas, durante a época estival, pelos “campaniços” que, vindos do interior, chegavam ao litoral em carros de toldo engalanados, puxados por bois e pela vontade de aspirar o ar do mar.

OS ELEFANTES DA PRAIA DO MALHÃO

Quem se senta nas areias da Praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes, a contemplar o mar e a paisagem envolvente, dificilmente supõe que, o que hoje é o resistente promontório que suporta as tardes de pescaria de diversos turistas e habitantes da região já foi um campo de dunas como as que existem atualmente na parte norte desta praia.

UM CONTO DE NATAL

O comboio parou na estação de Santa Clara-a-Velha, quando o sol terminava a sua corte à terra, deixando o céu azul-cobalto, pincelado de cores ardentes, que teimavam em exibir-se antes de serem apagadas pelas estrelas.

BOLORES, ESSES SERES ENCANTADORES

Sempre que nos deparamos com alimentos, sapatos ou roupas com bolor sentimos uma repulsa que é justificável por todos os danos que esses seres nos podem causar.

Raramente temos consciência de que estamos perante um ser vivo que cresce, se alimenta e se reproduz, tal como nós.

Os bolores são seres vivos mas não se podem considerar nem animais nem plantas. Estão classificados, tal como os cogumelos ou como as leveduras, no grande grupo dos fungos.

LOUSAL, SEMPRE LOUSAL

Final de julho. O dia acordou disposto à aventura, exposto à novidade. Rumei em direção ao Lousal instigada pela curiosidade de ver a mudança (de forma e conteúdo) acontecida neste antigo complexo mineiro.

Depois de passar a ribeira de Corona a estrada curva-se e surpreende-nos com a antiga paisagem mineira. Demorei o olhar nos imponentes edifícios que outrora secundavam a atividade da mina. Foi este o primeiro dos muitos “espetáculos de cortar a respiração” que o Lousal me proporcionou…

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