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BATMAN V SUPER-HOMEM: O DESPERTAR DA JUSTIÇA

Recebeu péssimas críticas (mas não só), teve uma queda brutal e acentuada na segunda semana de exibição, gerou imensas polémicas, e está a levar até à alteração de datas e re-filmagens de outros filmes da Warner Bros, e do universo de super-heróis da DC Comics no Cinema. Mas parece que o único e verdadeiro problema de “Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça” (2016, real. Zack Snyder) é demonstrar uma verdadeira preocupação e cuidado em ser um filme, e por isso recorrer, não só, à metáfora estética, como à poesia e inventividade capazes de gerar emoções, através das histórias e das imagens. Aquilo que a maioria hoje considera um defeito neste filme, será o que um dia o trará à tona no meio de tantos filmes de super-heróis que, além de mal realizados, não nos oferecem nenhuma discussão paradoxal. No fundo, a polarização, afinal, inexistente na história, passou para fora das telas, dividindo opiniões. O que faz com que o enredo desta história sirva como um espelho, ou um quadro de Doryan Gray, no qual os espectadores não gostam de se rever. Mas onde a arte sai beneficiada.