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Ser Humano

ANTES DE TUDO: SOU PELA VIDA

Na parafernália de todos os dias vejo-me obrigada a ter que compreender a nossa imersão na letargia mental que professamos sem delongas ou demoras. Vejo-me obrigada a compreender que essas delongas e essas demoras não têm lugar no século XXI em que se quer a vida pronta e a prontidão de viver. – Existem dias em que a prontidão se esvanece dos membros cansados dos robôs amestrados que nos fazemos por força e imposição.

QUEM NÓS SOMOS (UMA NOTA DESPUDORADA DE VERDADE)

Existem pessoas que nunca se questionam acerca de sentidos e direções. Andam como que na certeza de que os seus pés, metaforicamente falando, funcionam em piloto automático. Andam como que na certeza de que existirá sempre um lugar onde os seus pés poderão descansar e mesmo que esse lugar não seja, numa primeira instância, o seu favorito acabarão por ser habituar.

A ALMA

Duas crianças estão sentadas numa sala vazia, onde só está um televisor desligado e dois copos de água. As duas crianças olham ao seu redor. Uma, a primeira, se assim podemos contá-la, olha as paredes despidas. A outra, a segunda, olha pela janela, por onde entram alguns raios de sol, tímidos, mas determinados na sua essência, acinzentados por aquelas nuvens que escondem o Sol como o corpo esconde a alma. As paredes dessa sala vazia estão despidas. Não se vê nelas um rumor, nem a ponta de vida do quadrado que é esta sala.

PORQUE É QUE OS HUMANOS CONTINUAM A FAZER GUERRAS?

“Qualquer guerra é um sintoma de falência do Homem como animal pensante.” - dizia John Steinbeck, no entanto, o estado de guerra providencia às pessoas um estado de positividade psicológica nas sociedades oprimidas onde faltam outros caminhos para a mudança. Esse estado positivo é tão forte que contagia; de tal modo que os jovens britânicos, atualmente a combater na Síria, sentem eles próprios estar “a lutar pela mesma causa dos camaradas muçulmanos, mas também procuram a preencher a necessidade de se sentirem mais vivos.”