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Médicos

NÃO HÁ REUMATOLOGISTAS NO ALENTEJO HÁ 4 ANOS

As doenças reumáticas afetam mais de metade da população portuguesa; são mesmo uma a principal razão de invalidez em Portugal, no entanto, há quatro anos que não há médicos reumatologistas no Alentejo.

A situação não é exclusiva da região e o problema também afeta alguns hospitais dos grandes centros urbanos. Quem o disse foi o presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Canas da Silva, em declarações à Lusa, num encontro de especialistas nacionais e estrangeiros sobre reumatologia que decorreu, esta semana, na Assembleia da República.

MAIS 103 MÉDICOS PARA O ALENTEJO

Não estranhe se, ao ir à sua Unidade de Saúde, encontrar novas caras; já chegaram novos 103 médicos ao Alentejo.

Cinquenta e um de dezasseis especialidades diferentes foram espalhados por diversas unidades de saúde das zonas de Évora, Beja, Portalegre e litoral alentejano. Os restantes, e que vão realizar o internato de ano comum, vão trabalhar nos hospitais de Évora, Beja, Portalegre e em Santiago do Cacém.

Trinta e nove destes médicos colocaram o Alentejo como primeira ou segunda opção como revela comunicado da Administração Regional de Saúde do Alentejo.

 

ALENTEJO É O MAIS MAL SERVIDO DE MÉDICOS NO PAÍS

Segundo dados avançados hoje pela Rádio Pax (Beja), o Alentejo é a região do país com menos médicos por habitante.

Segundo números do Serviço Nacional de Saúde (SNS) o Alentejo tinha em junho passado 195 médicos por 100 000 habitantes. Se compararmos com o norte do país esse número sobe para 270 médicos por 100 000 habitantes. Já o centro conta com 284 médicos por 100 000 habitantes, Vale do Tejo com 261 e Algarve 216 médicos por 100 000 habitantes.

108 NOVOS MÉDICOS PARA O ALENTEJO

São 108 os novos médicos internos que vão realizar o seu internato numa das unidades de saúde do Alentejo.

A informação foi relevada pela a Administração Regional de Saúde (ARS) numa cerimónia de boas-vindas que decorreu no Hospital do Espírito Santo (HESE), em Évora.

Os novos médicos dividem-se em duas tipologias de internado diferentes: 57 vão iniciar o ano comum (1 ano) e 51 o internato de especialidades hospitalares, de cuidados de saúde primários e de saúde pública.

MÉDICOS NÃO QUEREM VIR PARA O ALENTEJO

Os concursos de médicos para o Alentejo ficaram desertos. Nem os incentivos governamentais oferecidos aos médicos que queiram vir para o Alentejo parece ter resultado como medida atrativa, incentivos que podem ir até aos mil euros mensais.

Sobretudo no interior do País, do centro ao Algarve, passando pelo Alentejo, grande parte dos concursos abertos não tiveram sequer candidatos. Os que tiveram candidatos, tiveram desistências no decorrer do processo e outros houve em que os candidatos não preencheram sequer as vagas abertas.

ALENTEJO COM CARÊNCIA DE MÉDICOS

Após a notícia de que, desde janeiro, o Alentejo tinha recebido cerca de 64 enfermeiros desde o início do ano, surge agora uma outra: o Alentejo tem carências graves de pessoal médico e o Governo já decidiu que unidades de saúde, e em que especialidades, vão receber médicos abrangidos por incentivos especiais monetários e de outros tipos.

MÉDICOS NÃO SE SENTEM ATRAÍDOS PELO ALENTEJO

O problema, se bem que não quantificado, deve afetar todo o interior do país, a braços com a falta de médicos. Neste momento e segundo declarações do Presidente da Administração Regional de Saúde, José Robalo, estão a concurso 64 vagas para médicos, para 23 especialidades, para as unidades de saúde do Alentejo.

José Robalo disse à agência Lusa esperar melhores resultados deste concurso já que e segundo o mesmo responsável, "muitas vezes, as vagas ficam desertas".