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Jornalismo

O JORNALISMO E O ALENTEJO

Ser jornalista não é fácil. Sê-lo no Alentejo é ainda mais complicado. Esta opinião cria consenso entre os jornalistas que trabalham nesta região.

REPÓRTER OU MODELO?

Inicia-se o telejornal. Do lado de trás de bancada, dois âncoras, normalmente um homem e uma mulher. Eles se vestem bem, o cabelo está impecável. A maquiagem, em ambos, esconde eventuais rugas ou imperfeições. Cenário montado: tamanha produção dá uma suposta credibilidade. Dizem que pessoas vistosas se destacam num ambiente. A televisão do século 21 confirma isso.
 

O MAR QUE BATE NA AREIA E DESMAIA

Precisamos de tempo para compreender a dimensão do que acontece no dia-a-dia. Precisamos de contrariar a ferocidade com que a avalanche de acontecimentos superam a importância das questões em debate. No espaço de uma semana, assistimos ao congresso do maior partido da oposição, sem oposição interna; ficámos a saber, pelo menos oficialmente, da evasão fiscal como prática corrente, levada a cabo por políticos e empresários e com a conivência de parte do mercado financeiro mundial, e alguns estados; derivámos daí para o futebol e as suas polémicas; caímos, com os safanões linguísticos de um ministro da cultura que passou a ex-ministro. E terminámos a semana sem ter uma única reflexão cuidada sobre nada disto, onde pelo meio mais um país, Angola, pediu um resgate ao FMI, e o presidente do Banco Central Europeu (BCE) foi insolitamente convidado do Conselho de Estado Português. O tempo, ou a falta dele, elimina-nos a consciência.

A VOZ DOS SEM VOZ

Vivemos numa sociedade mediatizada, onde tudo o que se faz é dado a conhecer ou através dos meios de comunicação social ou por qualquer outro suporte de difusão de informação, sendo a internet um dos canais mais privilegiados, designadamente através da disseminação e partilha de informação em redes sociais.

JOSÉ FROTA

Faleceu José Frota, jornalista, alentejano, foi correspondente do Semanário Expresso no Alentejo entre 1989 e 2008. O jornalista de 69 anos, faleceu no Hospital de Évora, vítima de doença crónica.

O velório decorre na Igreja dos Álamos e o funeral realiza-se hoje às 15.00, no Cemitério dos Remédios.

A equipa do Tribuna Alentejo endereça à família e amigos as mais sentidas condolências.

MEDIUM

O jornalismo está morto. Ele teve uma morte horrorosa diante dos meus olhos. Talvez tenha sido atropelado, não sei, mas acredite em mim, eu pude ouvir seus suspiros finais, passei por ele lentamente, fotografei sua agonia na calçada, o rosto confuso, o corpo enrolado em um jornal cuja manchete dizia “Morre jornalismo”.