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Família

O AMOR É CEGO... E EM GARRAFAS

“O amor é cego” é um dos mais conhecidos ditos populares; serve para justificar muitas vezes que uma vontade, um sentimento, um objetivo, quando é muito forte não se olha a meios para o atingir, nem se ouvem outras vozes que não a dessa vontade.

Foi o que aconteceu com João Rosado, 44 anos, natural de Évora, professor de matemática e apaixonado pela terra, pelas oliveiras e pela herança familiar.

DISCUSSÕES FAMILIARES? NORMAL

É quase impossível existir uma refeição, ver um filme etc. durante esta época festiva onde não exista uma discussão entre familiares.

E há filmes que costumam passar nesta época festiva e em que “arte imita a vida” e que expressam e exemplificam a vida real durante o Natal; recordamos “Sozinho em Casa”, “Amor acontece”, “Natal em família”, “Um Natal muito, muito louco” entre outros. Perante estes filmes, se não no total, pelo menos parcialmente, despem milhares de famílias por esse mundo fora e expõe algumas dessas realidades.

HOMENS (E MULHERES) DE NEGÓCIOS

Esta semana tive a oportunidade de rever o filme “The Company Men”, baseado na história de vários funcionários de uma grande empresa, que são forçados a reorganizar as suas vidas após uma “restruturação financeira” levada a cabo pela sua entidade patronal que os forçou a sair de um dia para o outro.

Habituados a vencimentos e prémios confortáveis, de um momento para o outro estes homens viram-se forçados a colocar as suas vidas na empresa em duas caixas e a partir para outra aventura, sem qualquer justificação plausível para o sucedido.

É FEITIO…

Há coisas que o vento deixa passar e outras coisas que a tempestade segura, agarrando-se com ventos e águas. Não é defeito, é feitio. Há pessoas que são em si uma tempestade, um turbilhão de movimentos e uma tempestade que se agita em volta de si próprio. Não seguindo todas o mesmo princípio, tornam-se estas tempestades em pequenos copos de água. Não é defeito, é feitio.

WORKSHOPS PARA FAMÍLIAS NA FEA

O Fórum da Fundação Eugénio de Almeida vai realizar workshops para as crianças e famílias já no início de setembro. O primeiro – Contos Pintados – decorrerá já no próximo fim de semana, no sábado, dia 3, pelas 18 horas e consiste numa interrelação entre contos e pintura, misturando tintas, animais, aventura e muita imaginação, num encontro com conceção e orientação de Sílvia Chambino. A atividade destina-se a crianças com mais de 5 anos e o preço é de 2,5€ por pessoa.

A MINHA MÃE

A minha mãe ensinou-me muitas coisas – grande parte delas ainda nem as consegui compreender bem. Sei que um dia o vou fazer e lembrar-me que foi a minha mãe que me as ensinou. – É assim que as mães funcionam e é por isso que são mães. Trazem no regaço as soluções para problemas que ainda nem sequer enfrentámos e, sem nos apercebermos, deixam-nos gestos a lembrar-nos que não existe prazo de validade para a sabedoria que as mães nos deixam.

OBRIGADO RUI! OBRIGADO ANA! OBRIGADO SARA!

No último fim-de-semana celebrou-se mais um Dia do Pai. Para todos aqueles que têm filhos, este dia é sempre especial. E embora não seja o motivo principal pelo que gosto do dia, confesso que fico sempre na expectativa de ver as lembranças que têm para mim. Não por serem presentes, mas sim porque são sempre lembranças feitas pelas mãozinhas deles. Na verdade, gosto de usar e expor tudo o que me vão oferecendo neste dia.

OS PORMENORES DAS CASAS QUE CONSTRUÍMOS

Sei pouco desta realidade como dela me contam. Sei pouco da loucura que é sentir-se demasiado e dizer demasiado pouco por isso quando me perguntam o que é o amor nunca respondo concretamente. – Parece tão simples quando pensamos abstratamente no conceito do amor mas de alguma forma as palavras parecem nunca estar ao nível de uma descrição digna.

HOJE ESCREVO PARA ELES

Lá em casa somos, quase sempre, quatro. Para uma casa parece um número perfeito, equilibrado, mas a verdade é que o mais difícil de equilibrar é mesmo a casa e o número de que ela é feita. – Aposto que nunca pensou acerca de casa, acerca do número de pessoas com que todos os dias partilha o espaço. Não digo pensar numa comum linha condutiva do dia-a-dia natural; digo pensar como se pensa em alguém que é muito mais do que a imagem que nos deixa quando chega a noite.

A HORA DA CEIA

Nos meses frios, em fins de novembro, a família deve juntar-se à hora da ceia. Deve ser um ritual que se cumpra religiosamente à mesma hora, todos os dias. O pai, vindo do trabalho, a muitos quilómetros de distância, do outro lado da cidade grande, vindo de um dia cansativo como todos os outros em que a madrugada desperta o ser e não adormece a necessidade de ir trabalhar, dentro de nós. O pai atravessa a cidade numa carruagem de metro e, depois, no comboio suburbano que parece nunca mais chegar e que vai atulhado de gente, todos com a mesma expressão facial de quem conhece a palavra “rotina” em todas as suas formas e que sabe que o caminho se repete, inverso, no dia seguinte, e assim sucessivamente.

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