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Contratos de Associação

FEBRE AMARELA

À data em que esta crónica se encontra a ser escrita, estão a caminho de Lisboa, milhares (segundo a comunicação social) de pais e alunos que se irão manifestar contra os cortes no ensino privado.

Não pondo em causa o direito à manifestação é sem dúvida de censurar a utilização abusiva feita por pais e professores dos seus filhos e alunos em toda esta polémica.

Ver crianças em manifestações a gritar palavras como “liberdade” mexe com qualquer um e coloca-nos a pensar seriamente em todo o movimento que se anda a criar em torno da cor amarela.

MANIPULAR E COAGIR ALUNOS NÃO É DIGNO DE UMA ESCOLA

Escolas que obrigam crianças a ir a manifestações, utilizando psicólogos ou padres para as manipular e coagir, merecem ser fechadas. Tenho ouvido todo o tipo de argumentos, todo o tipo de queixume e celeuma, televisionada ou pessoalmente, e tenho, apesar de tudo, procurado manter uma certa serenidade sobre uma questão tão marginal que não merece, definitivamente, o tempo de antena que lhe é dado: 1,5% dos colégios privados, que não terão novos, repito, novos contratos de associação, e que equivalem a 0,4% de todo o universo de ensino Português, não merecem tanta ou nenhuma atenção. A não ser quando começam a violar direitos das crianças, a usurpar dinheiros públicos, querendo perpetuar as suas relações políticas privilegiadas, de forma promíscua, em prol do seu lucro e em detrimento do Serviço Público de Educação.

PÚBLICO, PRIVADO E SEMI-PÚBLICO

Muito se tem dito e escrito relativamente ao corte nos contratos de associação com os colégios privados.

Para que melhor se compreenda o que está em causa nesta questão e aproveitando uma metáfora muito utilizada nestas semanas basicamente um contrato de associação é como se fossemos comprar um Ferrari sendo que apenas pagaríamos 20%, ficando o Estado encarregue do pagamento da restante percentagem.