Está aqui

Beasts of No Nation

BEASTS OF NO NATION

Beasts of No Nation (2015, real. Cary Joji Fukunaga) “começa assim. O Nosso país está em guerra e não temos mais escola. Por isso, temos tido de arranjar forma de nos mantermos ocupados”, explica a personagem de Agu (Abraham Attah), logo na primeira cena deste filme, antes de tentar vender a carcaça da televisão do seu pai aos polícias e soldados nigerianos, como “uma tv de imaginação”, onde os amigos representam do outro lado. Estão numa zona neutra, protegida pelos soldados Nigerianos, que procuram manter a paz naquele oásis, dos horrores da guerra que se vivem à volta. Antes, o pai era professor, mas agora é o chefe da secção que ajuda os refugiados a arranjar espaço para viver. Agu vive feliz, e confessa-nos que “Deus gosta mais de música do que de conversa”. É rebelde, e o irmão chega a confessar-lhe que “tens sorte por haver guerra”, e a ironia está servida. Antes de a família ser separada, ao fugir perante a iminência da chegada e ocupação de tropas rebeldes. “É assim que começa”. “Deus, quando fecho os olhos, vejo a época das chuvas na minha aldeia. A terra é arrastada por baixo dos nossos pés. Nada é certo e está sempre tudo a mudar”.