13 Dezembro 2016      15:14

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SISTEMA, ADMINISTRAÇÃO E NAÇÕES UNIDAS

Mais um voto anti-sistema

Apesar de se ter verificado um certo alívio pela nomeação presidencial de um novo primeiro-ministro em Itália, afastando um cenário de eleições antecipadas com sondagens vitoriosas para um partido eurocéptico, a situação italiana está longe de ser pacífica.

 O voto expressivo do “não” no refendo italiano (65%), que levou à demissão do chefe de governo Matteo Renzi, é um exemplo claro de mais um voto anti-sistema no mundo ocidental.

Como aconteceu nos EUA e quase ia acontecendo na Áustria, pode também acontecer em Itália – é imperativo que se reflicta seriamente sobre esta situação porque, nitidamente, o sistema como hoje o conhecemos não está a satisfazer as pessoas nem a resolver as suas necessidades e, se insistirmos em manter tudo na mesma, todos vamos pagar o preço da subida ao poder dos extremistas.

 

Super-Administrador

Por um lado é positivo termos assistido ao final da “novela” Caixa Geral de Depósitos, colocando um ponto final à incerteza com a nova administração, por outro, tenho algumas preocupações quanto à escolha realizada.

Paulo Macedo é apresentado como o homem certo para o cargo com unanimidade de todas as forças políticas, mas será que este “super-administrador” executou os anteriores cargos assim com tanto consenso?

Não querendo colocar em causa as capacidades de Paulo Macedo, também não consigo esquecer a criação de um sistema “sistema cego” e implacável quando estava à frente dos impostos em Portugal, nem dos atentados que fez ao Sistema Nacional de Saúde enquanto ministro, por isso, embora perceba que o seu trabalho gera resultados práticos, reservo algumas dúvidas quanto ao caminho, modus operandi e ordenado astronómico que vai auferir.

 

Eu, António Guterres

Foi assim que se iniciou hoje o juramento de António Guterres como Secretário-geral das Nações Unidas, transmitindo um sentimento de orgulho e justiça na eleição de um homem que pode marcar a história da ONU.

O discurso foi contido e humilde, características da sua forma de estar nos cargos que ocupa, mas fortemente incisivo nas pedras basilares que pretende exaltar enquanto futuro Secretário-geral: a adopção de uma cultura e esforço de prevenção das crises e conflitos, a promoção da paz e direitos humanos, e a promoção da igualdade de género.

Deixo aqui os meus votos para um grande mandato, força para todas as mudanças necessárias e todo o sucesso num cargo de alto gabarito no panorama internacional. 

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