15 Abril 2017      11:39

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PROGRAMA DE ESTABILIDADE E PLANO NACIONAL DE REFORMAS: SEM AMBIÇÃO E MAIS DO MESMO

"DESVIOS E RESPECTIVOS ATALHOS: FILMES, LIVROS E DISCOS"

O Governo prossegue o seu caminho autista. O Programa de Estabilidade (PE) e o Plano Nacional de Reformas (PNR) foram feitos sem ouvir o PSD (partido com mais deputados no Parlamento). Curiosamente, um Governo que está sempre a falar de consensos, esquece-se de ouvir a opinião do partido mais representado no parlamento, sobre matérias essenciais para o País. É assim!

De qualquer forma, o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas não apresentam quaisquer ambições para o País. É mais do mesmo!

O Governo liderado por António Costa não consegue colocar Portugal a crescer ao ritmo de outros países que foram alvo de resgate. Portugal anda a um ritmo bastante lento. No que respeita à redução do défice, continuam a apresentar medidas extraordinárias. Também aqui é mais do mesmo!

Curiosamente é o mesmo António Costa, aquele que muito criticou o anterior executivo por ter que recorrer a medidas extraordinárias, quem as utiliza de uma forma recorrente. Mas lembramo-nos bem das razões do passado: Foram consequência de uma forte crise herdada da desastrosa governação socialista de José Sócrates, não por opção política. Não havia alternativa.

Em termos práticos, o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas não trazem nada de novo, repetem a dose de 2016, utilizando muitas medidas extraordinárias, sem que provoquem mudanças estruturantes para o País. Pior ainda, estas metas são claramente insuficientes para as necessidades de Portugal.

Como parece evidente, depois de terem sido realizadas inúmeras reformas pelo Governo anterior, que tiveram reflexo direto na recuperação da economia, seria espectável que Portugal entrasse num ciclo de crescimento muito mais significativo. Assim acontece na Espanha e na Irlanda.

Como referia há dias o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro: Portugal “depois de quatro anos de recuperação, em que saímos da recessão, começámos a fazer crescer a economia, em que recuperámos grande parte do emprego que perdemos no pico da crise, reforçámos a capacidade exportadora, o que se esperava era um ciclo de crescimento mais robusto”. Não é isso o que este Governo está a conseguir.

Também curiosa é a postura dos partidos que suportam o Governo, nomeadamente do PCP e do BE, que são cruelmente críticos a estes importantes documentos. Difícil de entender!

Se estes partidos, que apoiam o Governo, são assim tão críticos em relação a estes documentos, porque é que não apresentam projetos de resolução no Parlamento para os travar? OK, já sabemos, existe geringonça para umas coisas e para outras é só conversa!

Uma coisa é certa, O Governo, ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que pediu contributos ao PSD e CDS-PP, este ano não lhes “passou cartão”.

É fácil reconhecer que o PE e o PNR competem ao governo e aos partidos que o apoiam. Por isso é bom que as coisas fiquem bem claras.

O Plano Nacional de Reformas é uma espécie de copy paste do documento de 2016. Vamos discutir o mesmo. É assim que é governado o nosso País!

Triste sina!

 

Imagem de jornaldenegocios.pt

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