27 Abril 2017      11:47

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OS PERIGOS DO POPULISMO

Não é por acaso que o discurso do Sr. Presidente da República Portuguesa no 43º aniversário do 25 de Abril, tivesse sido virado para o combate ao populismo.

Vivemos momentos de alta tensão em todo o Globo. Olhemos para a Síria e Iémen. Para o conflito entre os EUA e a Coreia do Norte. Para a própria Venezuela e para a Turquia pós-referendo. Falando em pós-referendo, ainda está na nossa memória o Brexit. Até uma das poucas Organizações que nos vai dando esperanças de um Mundo melhor, a ONU, viu-se envolvida numa indignação geral quando integrou a Arábia Saudita na Comissão de Direitos das Mulheres (País este onde as Mulheres nem conduzir podem).

A União Europeia directa e indirectamente vê-se envolvida no actual jogo geopolítico em que os populismos e os nacionalismos começam a ganhar um peso preocupante. Mal as negociações entre a UE e Reino Unido começaram, já os holofotes estão virados para França.

Depois dos resultados da 1ª volta que impediram os Partidos tradicionais, ditos do sistema, irem a votos a 7 de Maio, eis que aparecem Emmanuel Macron e Marine Le Pen na eleição final para as Presidenciais Francesas. Emmanuel Macron aparece como um apoiante da “terceira via”, depois de se ter afastado do Partido Socialista Francês e com uma agenda mais liberal economicamente. Marine Le Pen, que dispensa apresentações, apesar de todos os outros candidatos terem estado contra Ela, conseguiu mesmo assim um resultado que lhe permite lutar frente a Macron na 2ª volta.

As sondagens acabam por dar uma vitória larga e segura ao candidato do centro, Macron. Mas e se as sondagens voltarem a estar erradas como estiveram nos EUA com a eleição de Trump?

E se as sondagens tiverem apenas parcialmente correctas? Ou seja, Macron vence mas Le Pen atinge mais de 40% de votos? Daqui a 5 anos não será a candidata  com maiores possibilidades de vir a ser Presidente da França?

Dentro destes dois cenários, o importante para a Europa será Macron vencer com segurança e conseguir chegar ao eleitorado de Direita, Socialista e ao eleitorado da esquerda radical e popular de Mélenchon. Candidato este que conseguiu 19% dos votos e ainda não anunciou a sua intenção de voto para a 2ª volta.

Será importante que o País Europeu que mais sofreu nos últimos tempos devido aos atentados terroristas - a França da Liberdade, Igualdade e Fraternidade - se expresse em massa, revitalizando e reforçando o projecto Europeu. Porque esta é a melhor forma de se combater o populismo e a tensão que se vive pelo Mundo fora.

Imagem de capa de www.express.co.uk

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