22 Junho 2016      16:11

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O GRIPAR DA ECONOMIA PORTUGUESA COM A GERINGONÇA AO VOLANTE

"PURA IDIOSSINCRASIA"
O atual governo constitucional assumiu funções ao volante do país à cerca de pouco mais de meio ano, exercendo a sua atividade em todas as pastas a que concernem a administração regular de Portugal. No entanto, importa referir que a gerigonça, destacando um governo formado pelo PS e apoiado nas esquerdas radicais, que tem de uma forma metafórica “conduzido” o nosso país sem fazer a devida manutenção e gestão cautelosa do “veículo”. Ridicularizando a metáfora, diria até que o painel de bordo do veículo tem várias das suas luzes de perigo acesas e no entanto o condutor continua e guiá-lo sem qualquer preocupação, quase não querendo ver a realidade que se encontra bem perante os seus olhos. Como bem se dirá na gíria “É meter combustível e andar…”, porém esse combustível também não está tão aditivado quanto isso.  E assim vai o estado do país essencialmente no setor económico, um dos principais pilares de sustentabilidade do crescimento do país. O motor não está suficientemente lubrificado, existe falta de água no motor que leva a que o mesmo sobreaqueça podendo causar danos irreversíveis na sustentabilidade e competitividade do nosso cantinho à beira-mar plantado.
 
Estamos perante um período atípico no que toca ao descrédito na economia portuguesa, num momento em que praticamente todos meses chegam aos nossos meios de comunicação dados que nos trazem pouca esperança na capacidade do atual governo em sustentar políticas económicas que tragam vantagens para o país, traduzindo-se em crescimento visível e mensurável.  É algo preocupante quando realizamos uma pesquisa sobre dados da macroeconómicos relativos à persecução da nossa economia e nos apercebemos que grande parte dos indicadores mais relevantes se encontram num estado pouco ou nada agradável. Se realizarmos uma análise somente dos últimos 15 dias do presente mês, somos capazes de encontrar não uma, nem duas, nem três, mas sim várias notícias, nomeadamente de instituições bastante prestigiadas a nível internacional, que demonstram bastante descrédito na orientação das políticas económicas portuguesas. Não só é visível o descrédito por parte dessas instituições, mas também o é a queda de grandes indicadores de retração do crescimento económico.
 
Em relação á última quinzena podemos destacar várias notícias que demonstram que realmente o motor da economia em Portugal não está devidamente oleado e encontra-se em risco de gripar a qualquer momento se nada for feito para contrariar estas tendências. A dia 17 de junho o Banco de Portugal aponta dados preocupantes para um abrandamento da economia em que o indicador da atividade económica apresenta valores negativos, algo que não acontecia desde agosto de 2013, ou seja, há 32 meses. Também á algo curioso o facto deste indicador ter vindo a decrescer desde dezembro de 2015, praticamente desde que o atual governo assumiu funções. No dia anterior, a 16 de junho, uma das maiores instituições financeiras a nível mundial, a commerzbank, veio a público anunciar que Portugal está à beira da crise. O banco alemão destaca que as políticas levadas a cabo pelo atual governo estão a ter uma influência direta no abrandamento da economia portuguesa e como tal emitiu um relatório de investigação a todo os seus clientes denotando estas questões. Ao dia 9 do mesmo mês somos confrontados com mais um péssimo indicador, desta vez ao nível do comércio internacional. O Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que as exportações de bens caíram cerca de 2.5% no mês de abril em relação ao mesmo mês em 2015, sendo que em março os valores eram ainda mais preocupantes, rondando os 3,8%. Em último lugar, mas não menos importante importa também destacar alguns dados do Eurostat sobre o investimento que se observa em Portugal. Dados da instituição de estatística europeia revelam que Portugal representa um decréscimo de 2.5% na comparação do primeiro trimestre de 2016 com o primeiro trimestre de 2015, demonstrando que o investimento em Portugal tem vindo a cair a um nível extremamente percetível.
 
Todos estes dados, funcionando apenas a título de exemplo, revelam que o estado da economia portuguesa não está num caminho nada sorridente. Urge uma necessidade que o atual governa se aperceba que as luzes do painel de controlo estão acesas revelando um sinal de perigo. Enquanto se desprezar todas os estudos e preocupações demonstrados pelos agentes financeiros internacionais a credibilidade não aumentará. Enquanto continuarmos a dar pouco valor à internacionalização da nossa economia, ao investimento direto estrangeiro e ao investimento de carteira em empresas nacionais, o crescimento económico não acontecerá. Se existir uma continuidade em revelar a negação em que vivemos em mercado aberto, que a forma como Portugal é vista aos olhos de todos os agentes da esfera internacional é bastante importante no especto em que pode determinar se o país é uma opção viável de investimento, não se irá conseguir contrariar todas estas tendências
 
Ao Estado não cabe executar uma ação sufocante sobre a economia, mas sim criar condições para que esta floresça de forma equilibrada, matura, sustentável e dinâmica. Portugal precisa de dois vetores importantes: reinvestimento interno e investimento direto estrangeiro. Para que seja possível que se desenvolvam estes vetores é necessário que por um lado que se criem políticas económicas estáveis de modo a que todos os empresários nacionais possuam a capacidade de previr evoluções legislativas, laborais e económicas de forma a conseguirem direcionar o seu investimento para si mesmos criando mais inovação, emprego, e dinâmicas de competitividade. Apesar de o principal fator de crescimento do investimento direto estrangeiro ser a promoção do país a nível externo, é impossível fazê-lo sem antes garantir uma estabilidade política que dificilmente acontece com um governo que está extremamente dependente das esquerdas radicais.
 
É bastante difícil alterar o percurso destas dinâmicas e tendências uma vez que as mesmas dependem diretamente da ação política e governamental que neste momento não apresenta as mínimas características de estabilidade e coesão. O que é certo é que se o caminho a seguir continuar a ser o que se verifica até aqui, se o condutor continuar despreocupado com manutenção do seu veículo, podemos estar facilmente próximos de um novo resgate financeiro, gripando de novo o motor."
 
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