11 Setembro 2017      12:42

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CIENTISTAS ALENTEJANOS ENVOLVIDOS NO PROJETO DO MAIOR RADIOTELESCÓPIO DO MUNDO

Chama-se SKA, o diminutivo de Square Kilometer Array, vai ser o maior radiotelescópio do mundo, com o diâmetro de um quilómetro quadrado, o dobro do maior equipamento existente e envolve uma equipa de investigadores mundiais, onde se contam 10 cientistas do Instituto Politécnico de Beja que estudarão o impacto ambiental das antenas e na área da Internet das Coisas e investigadores do Instituto de Telecomunicações, Universidade de Aveiro, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Universidade de Évora.

O projeto está a desenvolver o equipamento que na primeira fase serão mini protótipos das antenas que compõem este gigantesco radiotelescópio e algumas delas serão instaladas nos próximos 3 anos na região de Beja, como avança o Diário do Alentejo, numa peça assinada por Natacha Lemos.

A dimensão do SKA representa um grande avanço ao nível da tecnologia, investigação e desenvolvimento, visto implicar a construção de um instrumento único, que necessitou de uma concetualização detalhada e um período de preparação, que está neste momento a decorrer, e que conta para já com um orçamento de 650 milhões de euros.

Esta tecnologia será capaz de detetar um radar de aeroporto a cerca de 50 anos-luz. Fica mais claro se tivermos em conta que a lua está apenas a um segundo-luz da terra. O SKA irá recorrer a centenas de milhares de radiotelescópios, dispostos em apenas três configurações diferentes, o que permitirá aos astrónomos monitorizar o céu com um nível de detalhe nunca antes alcançado, assim como rastrear todo o céu milhares de vezes mais rapidamente do que se recorressem a qualquer outro sistema existente atualmente, ultrapassando a qualidade da resolução de imagem do Telescópio Espacial Hubble, em cerca de 50 vezes.

Imagem de capa de spacetoday.com.br

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