20 Abril 2017      11:50

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AUTOESTRADA DO BAIXO ALENTEJO E AEROPORTO DE BEJA

A A26 (Autoestrada do Baixo Alentejo) encontra-se com as obras a avançar, já a passar Santa Margarida do Sado (literalmente) com a ponte de 1938 a ser (parece) substituída por um viaduto de 900 m (o tal que tinha tido mil e uma avaliações de impacto ambiental e que se encontrava incompleto) que permite que haja no Concelho de Ferreira do Alentejo (finalmente!) Autoestrada.

A Aeroneo, empresa ligada ao setor da manutenção aeronáutica, finalmente teve luz verde para avançar (parece que será desta!) e criar os tais 40 postos de trabalho que (parece) farão o Aeroporto, para além de “parque de estacionamento”, “uma oficina de aviões”.

Nem num caso nem no outro, era o que pretendíamos e o que nos foi prometido/proposto, mas claro que são notícias que (face às perspetivas que tínhamos há meses atrás) nos sabem muito bem...

Foi, também, e é relevante dizê-lo mais uma vez, o Governo do PS que retomou a situação, depois do DESPREZO do Governo anterior...!

Também há que dizer, objetivamente 2 coisas:

1) A26 fez-se até onde está prevista (até cerca de 8 km dentro do Concelho de Ferreira do Alentejo) pelo empenho DIRETO da nossa Câmara Municipal e da determinação em lidar PUBLICAMENTE com a situação.

2) O investimento da AERONEO foi desbloqueado (esperemos que para o avançar MESMO) pelo atenção dos últimos dias que a questão do Aeroporto teve nos Media, designadamente do Programa "Sexta às 9"...

Ajudou ter no Governo quem temos... e ajudou NUNCA baixarmos os braços por PROJETOS que são ESSENCIAIS para o nosso futuro.

Pena é que nem todos pensem assim... e só agitem as bandeiras quando acham que ganham individualmente alguma coisa com isso...!

Somincor e Porto de Sines

Outras boas notícias chegam-nos do empreendimento da Sociedade Mineira de Neves Corvo: A empresa Lundin Mining propõe-se investir 250 milhões de euros na exploração mineira de Neves Corvo, com vista a duplicação de produção de zinco. A empresa irá empregar mais de 300 pessoas na construção e criar 200 postos de trabalho para a laboração.

É uma notícia particularmente importante porque irá permitir estender o prazo de permanência da empresa neste empreendimento e prolongar no tempo este importante empreendimento que direta e indiretamente abrange muitos territórios (ao nível dos seus efeitos nas economias locais, designadamente da empregabilidade).

Desvanecem-se as sombras de eventual redução/término da atividade e reforça-se a importância deste empreendimento tão relevante para o País e para a região. Recorde-se que a empresa, nos últimos dez anos, pagou cerca de 350 milhões de euros em impostos e royalties ao Estado e exportou 6000 milhões de euros em minério. Emprega atualmente cerca de 2000 trabalhadores, com tudo o que isso implica para o desenvolvimento local/regional dos territórios diretos e para o seu hinterland.

Ao nível do litoral, também o Porto de Sines, que durante tantos anos foi apelidado de “elefante branco”, é agora uma infraestrutura fundamental na economia nacional com perspetivas de se tornar gradualmente mais importante. Prevê-se que a expansão do atual terminal de contentores da empresa PSA, designado Terminal XXI, e a construção de um novo terminal de contentores, designado terminal Vasco da Gama, possam levar o mais importante porto nacional a entrar no ‘top 10’ dos portos europeus no segmento de carga contentorizada.

Além disso mantém a rota de crescimento dos últimos anos e atingiu no primeiro trimestre de 2017 os melhores indicadores de sempre. Já em 2016 o Porto de Sines tinha registado o melhor ano de sempre no total de toneladas movimentadas.

São projetos estruturantes que mudam radicalmente a face dos locais/regiões onde se inserem, mas que, inicialmente, vá-se lá saber porquê, são “pouco considerados”.

Estes dois bons exemplos que devem ser realçados e destacados são exemplos de como o Aeroporto de Beja (bem servido de acessibilidades rodo e ferroviárias) também poderá contribuir para o Desenvolvimento do País.

Sabemos que, pelo que se sente já com o projeto do Alqueva, que o Investimento Público é também fundamental para criar riqueza e promover o Desenvolvimento, mas nunca deve ser feito de forma “desgarrada”.

E uma estratégia integrada passa por “valorizar todos os ativos” por forma a obter-se o melhor resultado possível...

Devemos continuar a acreditar!

Imagem de capa de cenor.pt

 

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