21 Janeiro 2021      10:48

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Autarcas de Évora pedem mais pessoal para lares e unidades de saúde

Os presidentes de câmara do distrito de Évora apelaram ao "reforço possível" do pessoal para as unidades de saúde e de cuidadores para lares e outras estruturas, devido ao agravamento da pandemia de covid-19 na região, avança a agência Lusa.

Este apelo surge na sequência da mais recente reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sendo que os 14 autarcas alentejanos pedem ao Governo “o reforço possível” do pessoal de saúde para o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Saúde Pública e Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) e de “cuidadores que possam apoiar os lares e outras estruturas residenciais”.

De acordo com os membros do CIMAC, “o principal problema de resposta à pandemia é a falta de pessoal qualificado a vários níveis e em diversos setores”, mas “a situação é particularmente crítica na área da saúde e na área social”, alertaram.

Já os municípios são incentivados pelos autarcas a “ceder pessoal técnico adequado” para dar “algum apoio” à Autoridade de Saúde Pública, nomeadamente “em tarefas de acompanhamentos e rastreios junto da população”.

Outro dos apelos é dirigido a ambos, ao Governo e aos municípios, para que continuem a “reforçar o apoio aos bombeiros voluntários, às instituições afetadas pela pandemia e às populações”.

Em comunicado, a CIMAC sublinha que o Alentejo Central passou “de 96 novos casos diários em média”, a 3 de janeiro, “para 174”, no passado domingo, e “de 99 óbitos para 181”, no mesmo período, com “o alastramento de surtos (16) em lares”, em que ficaram infetados “mais de 600 utentes e trabalhadores”.

Além disso, o agravamento da pandemia no território é visível também na “sobrecarga de doentes covid-19 e não covid-19 no HESE, que atende o Alentejo Central e outras sub-regiões do Alentejo”, tendo sido registados, na segunda-feira, “79 internados” com a doença, “dos quais 13 em cuidados intensivos”.

Os autarcas do Alentejo Central realçaram a existência de “um grande número de doentes na Estrutura de Acolhimento de Retaguarda (EAR) do Alentejo Central e nas Zonas de Acolhimento Concelhio (ZCAP)”, assim como as “dificuldades operacionais de várias corporações de bombeiros voluntários”.

“É previsível o agravamento da pandemia nos próximos dias, esperando-se algum desagravamento em fevereiro”, acrescentam.

 

Fotografia de saudemais.tv

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